sábado, 6 de abril de 2013

Dói

Quanto mais forte o sentimento por álguem
Maior a chance de ficar magoado?
Mesmo quando foi por um motivo bobo
Nesse caso, bobo quem se magoa bobamente?

Talvez por nunca esperar que aquela pessoa
que você tanto...
Talvez por nunca esperar que dali
De onde sempre veio carinho 
E tanta coisa linda
Pudesse vir qualquer tipo de frase dura
Sobre você

Não sei.
Talvez o bobo seja eu
Mas doeu
E dói só de lembrar

domingo, 3 de março de 2013

Elucubrações noturnas de um Desamparado no Sorvedouro



Será que ela está dentro de mim?
Quando eu saberei a resposta?
A mesma pergunta me persegue e até onde eu sei a pergunta cessará apenas daqui a dois anos...No mínimo.
Meu corpo não pára de suar.
Meu coração já não quer mais bater.
Sei que apenas quero sussurrar...E me deitar na terra com você.
Esse evento não passa
E passa meu corpo devagar.
Mas se percebêssemos a existência de um mundo fora de nós
Talvez aí sim eu tivesse força para não esmorecer.
Na praia
Na areia
Em frente à TV
Um abraço com você
Ninguém algum pra ganhar
Ninguém algum pra perder.
De que adianta então...

Sinto apenas a água fria e as bolhas que rapidamente massageiam meu corpo e na superfície explodem perdidas para sempre.

Que nunca mais tocarão e nem serão tocadas...

Por ninguém.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Aromaticidade

Imerso no sorriso dela
Nas nossas risadas
No nosso carinho

Projeto a felicidade

Dos nossos laços
Das nossas vidas
Dos nossos abraços

Me pego sorrindo pensando 
No como seria
No quanto queria
E quando tardia

Meu olho pra ela me alenta
E muito me acalma
Também me amacia

Com ela tem molecagem
Tem traquinagem
Tem fantasia

Da nossa cumplicidade

Do toque que me consumia
De tanta atratividade 
De como outro mundo seria...

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Cabanagem

Suadouro carioca e caminhada é só vertigem
O corpo quente tá molhado
Na mistura com fuligem
Mais ainda no quebrado
Sem amparo
Na origem
Sei que fico amaciado
E daí, é só vertigem

Se com gelo tá meu copo
Se sem copo é só mesmice
Chego e digo:
Ei bandidagem,
Como é? Que pilantragem!
Não seu moço, estás bolado?
Faço cara de paisagem...
E pra sair na camuflagem
Uso só metalinguagem
E caio firme
Vadiagem

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Desembarque 

Há 1 ano, eu ansiava pela viagem para reencontrar o amor de então
Haviamos nos despedido meses antes e a saudade que eu sentia dilacerava o pobre coração
Cruzar o Atlântico era tudo o que eu queria.

A chegada até a terra dos moinhos não foi das melhores e o passeio pelo Velho Mundo foi repleto de tristeza e decepção.

Retornei apreensivo pois senti que tudo estava por um fio. Chorava suplicando por nós. Eis que um dia veio o aviso de que ela não precisava mais de mim. Outro havia tomado o "meu" lugar. Chorava e suplicava por nós. Eu ainda precisaria esperar dois meses pelo retorno dela. Eu estava disposto a lutar mas ao mesmo tempo eu não tinha forças para levantar.
Sim, confesso, durante aquelas semanas eu tive que tomar remédios para dormir. Perdi 6 quilos. Não conseguia levantar. Chorava. Minha vida se resumia a monitorar emails na vã esperança de um sinal dela.

Recorri aos amigos espalhados pelo mundo e não houve um único dia que não tenha recebido ligações e mensagens provenientes de cidades daqui e de outros países. Eram meus amados amigos me ajudando a levantar. A eles devo tanto...

Aos poucos fui levantando. Mas o buraco no peito doía por qualquer razão. Respirar o mundo sem ela era uma delas.

Mas levantei.

Só sei que durante aqueles 4 meses de dor, desde minha chegada no Velho Mundo até o dia da notícia de que não éramos mais uma coisa só, eu não imaginava o que me aguardaria meses depois. Eu só via vazio, meu corpo transbordava de dor e angústia. Como sair do fundo?

Poucos tempo depois, a vida dá a guinada exponencial. Tirando forças sei lá de onde, eu consegui alcançar degraus sempre sonhados...e havia apenas 1 mês do golpe que me atirou na lona.

Daqui a 4 dias completa-se 1 ano do embarque. Há 1 ano, eu estava providenciando detalhes de uma viagem que me destruiria. Mal sabia eu que os preparativos não eram para aquela viagem mas para o início de uma outra que me colocaria exatamente onde estou agora.

Não posso ser leviano e dizer que eu não era feliz. Era em certa medida. A ela agradeço por vários momentos mágicos e maravilhosos. Com ela aprendi muito e agradeço por tudo.

Mesmo que eu não tenha me despedido, ela foi.

Mas não fiquei parado na estação. Entrei no meu vagão, tomei meu rumo.

O Desembarque, pela porta direita ou esquerda
Quem decide sou eu.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Preto e Branco

O contraste entre a pele alva e o vestido preto
A suavidade com a qual os cabelos caem sobre os ombros
O sensual jeito de andar
O cheiro da pele
A suavidade do toque
A singeleza dos pés pequeninos

O encaixe de nossas alturas
Nossos braços
Das pernas dela

Me dão loucura
Enjaulado

Contenção.
Quando você precisa conter seus desejos parece haver um total desacoplamento do seu Corpo com a Vontade dele.
O seu próprio Corpo pede a Vontade mas quando um não atende o desejo do outro há uma briga monumental entre ambos.
O Corpo, desobediente, enjaula toda a vontade de maneira cruel, porém, prudente.
A Vontade, coitada, grita, esperneia, se agarra nas grades da jaula e tenta quebrar tudo.
O Corpo, para não deixar transparecer os gritos da Vontade, a amordaça e abafa o som.

Ao mesmo tempo que o Corpo reprime a Vontade é ele próprio que dá cabo de satisfazer tudo o que ela quer. Pobre Vontade, completamente refém.

Duro mesmo mesmo é quando existem duas Vontades que se querem e gritam em dois Corpos repressores que não as deixam sair. Às vezes eles até permitem uma leve troca de olhares entre as Vontades mas logo depois vem a contenção.

Resta saber até quando as barras das jaulas vão suportar.