Precipício
A vontade que exala pelos meus poros
De sentir sua pele, seu corpo e sua boca
A necessidade do seu cheiro, do seu gosto
Do seu suor, da sua língua, dos seus lábios
Dos seus pelos, sua saliva, seu calor
Da sua nuca
Dos seus seios
Das suas pernas me envolvendo
De saber o seu gemido
De saber sua loucura
De saber a sua pele
De saber as suas curvas
A voracidade traduzida em um misto de desejo, alucinação, queimação e súplica
De percorrer cada curva
Com as mãos
Os lábios
A língua
E os olhos
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Dependido
Sem fazer muito alarido
Fui dormir bem dolorido
Amanheço deprimido
Corpo todo consumido
Me sinto tão atraído
Corpo e alma, envolvido
Sempre fico derretido
Se me chamas de querido
Poderia ter impedido?
Quero só a gente unido
Poderia ter sumido
Já me sinto arrependido?
Foi você, senhor cupido?
Eu me sinto falecido
Sem fazer muito alarido
Fui dormir bem dolorido
Amanheço deprimido
Corpo todo consumido
Me sinto tão atraído
Corpo e alma, envolvido
Sempre fico derretido
Se me chamas de querido
Poderia ter impedido?
Quero só a gente unido
Poderia ter sumido
Já me sinto arrependido?
Foi você, senhor cupido?
Eu me sinto falecido
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Destroços
Quem já chorou em posição fetal vai me entender.
A gente fica em posição fetal pois parece que é a única maneira de minimizar a dor
Mas não minimiza nada
Ela te arrebenta, destrói por dentro
Você precisa de amparo
Qualquer que seja
Parece que ao nos encolhermos há uma diminuição da superfície de contato com o mundo
Parece a salvação
Mas não adianta
Quando dilacera, o corpo clama por ele mesmo como se fosse auto-proteção
Vai, desaba
Vai, se encolhe
Vai, chora
Vai, põe pra fora
Vai, levanta
Vai, faz alguma coisa
Vai, vive
Quem já chorou em posição fetal vai me entender.
A gente fica em posição fetal pois parece que é a única maneira de minimizar a dor
Mas não minimiza nada
Ela te arrebenta, destrói por dentro
Você precisa de amparo
Qualquer que seja
Parece que ao nos encolhermos há uma diminuição da superfície de contato com o mundo
Parece a salvação
Mas não adianta
Quando dilacera, o corpo clama por ele mesmo como se fosse auto-proteção
Vai, desaba
Vai, se encolhe
Vai, chora
Vai, põe pra fora
Vai, levanta
Vai, faz alguma coisa
Vai, vive
No Parapeito
Como se meu sofrimento e choro profundos não fossem suficientes
Ainda preciso lidar com a tricotagem do homem que, cruelmente, tece maledicências sobre mim e sobre ela
Que, cruelmente, julga
Que, cruelmente, olha
Que, cruelmente, imagina
Que, cruelmente, espalha
Que, cruelmente, argui
Como se soubessem o que se passa na minha vida
Como se soubessem o que se passa na vida dela
Como se soubessem o quanto dói
Como se soubessem o quanto fere
Na verdade, não se preocupam com a minha vida
Nem com a vida dela
Nem se dói
E nem se fere
Só se preocupam em se divertir às nossas custas.
Como se a importância do que acontece conosco fosse importante para eles
Achei que fosse importante apenas para nós dois
Embora para mim o "nós dois" represente o mundo todo
É um mundo todo de importância
Não um "mundo todo" de pessoas
Como se meu sofrimento e choro profundos não fossem suficientes
Ainda preciso lidar com a tricotagem do homem que, cruelmente, tece maledicências sobre mim e sobre ela
Que, cruelmente, julga
Que, cruelmente, olha
Que, cruelmente, imagina
Que, cruelmente, espalha
Que, cruelmente, argui
Como se soubessem o que se passa na minha vida
Como se soubessem o que se passa na vida dela
Como se soubessem o quanto dói
Como se soubessem o quanto fere
Na verdade, não se preocupam com a minha vida
Nem com a vida dela
Nem se dói
E nem se fere
Só se preocupam em se divertir às nossas custas.
Como se a importância do que acontece conosco fosse importante para eles
Achei que fosse importante apenas para nós dois
Embora para mim o "nós dois" represente o mundo todo
É um mundo todo de importância
Não um "mundo todo" de pessoas
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
A Redescoberta da Minha Mochila de Aventura
Ok, eu confesso. Indiana Jones é meu herói de infância. Minha meninez foi recheada de imaginação e aventuras em países distantes, com povos longínquos e culturas exóticas. Tudo se passava no terraço dos meus amados avós e no quintal da casa dos meus pais em Mangaratiba. Enquanto minha mãe arrumava tudo e punha minhas roupas na mala, minha única preocupação era minha "mochila de aventura". Era assim que eu chamava toda aquela fantasia composta por cordas, cintos, pedaços de couro, chapéus, panos, cordões, faquinhas de plástico, pedaços de madeira e um tapa-olho. Tudo isso reunido em uma mochila surrada. Era tudo o que eu precisava para viajar para qualquer lugar do mundo.
Na companhia da minha amada irmã, primos e amigos, lutávamos contra monstros, caçávamos tesouros, pulávamos armadilhas e nos perdíamos em florestas intransponíveis. Mas sempre escapávamos graças à ajuda que dávamos uns aos outros. Talvez influenciado por Indiana Jones, ou simplesmente por sentir uma grande identificação com tudo aquilo desde o berço, manter as malas prontas e embarcar em qualquer viagem sempre me encantaram.
Quando cresci e escolhi a profissão que escolhi, naturalmente todos disseram que apenas continuei brincando com minha "mochila de aventura" com a diferença de passar a ser pago para fazer isso.
Não sei se é a profissão ou não. Só sei que o conhecer me fascina. Ele pode vir dos livros, viagens, pessoas, conversas, costumes, atos, retratos, olhares, vozes, causos e cantigas.
O trânsito das pessoas, o ir e vir, o expandir do todo, o conhecer o resto, o vislumbrar do novo, o compreender do incerto.
Nos filmes de Indiana Jones, a linha vermelha viajando sobre o mapa mostrando cada destino mundo afora era o que eu queria. Ainda criança, descobri, que viajar era preciso. Não para fugir, não por insatisfação... apenas por fascínio e por respeito. Apenas por curiosidade. Apenas pela maravilha da descoberta de saber que há um outro lá fora.
Sim, já rodei por vários continentes e inúmeros países. Já ri, já chorei, já fotografei, já me encantei, já entristeci, já reclamei, já me perdi e já registrei com os olhos, o olfato, o paladar, a audição e o tato. E sei que meus sentidos terão esta fome até o resto dos meus dias.
O curioso é que para fazer uma viagem loucamente bela podemos permanecer na mesma cidade e, ainda sim, percorrer o mundo inteiro.
Cresci e esqueci o que aprendi quando eu era criança. Minha "mochila de aventura". É ela que está sempre comigo e sempre foi ela que me permitiu viajar para qualquer lugar do mundo. Descobri que a mochilinha surrada ainda está aqui. E sempre foi ela que me permitiu viagens pelo mundo.
Mesmo estando no terraço dos meus amados avós.
Ok, eu confesso. Indiana Jones é meu herói de infância. Minha meninez foi recheada de imaginação e aventuras em países distantes, com povos longínquos e culturas exóticas. Tudo se passava no terraço dos meus amados avós e no quintal da casa dos meus pais em Mangaratiba. Enquanto minha mãe arrumava tudo e punha minhas roupas na mala, minha única preocupação era minha "mochila de aventura". Era assim que eu chamava toda aquela fantasia composta por cordas, cintos, pedaços de couro, chapéus, panos, cordões, faquinhas de plástico, pedaços de madeira e um tapa-olho. Tudo isso reunido em uma mochila surrada. Era tudo o que eu precisava para viajar para qualquer lugar do mundo.
Na companhia da minha amada irmã, primos e amigos, lutávamos contra monstros, caçávamos tesouros, pulávamos armadilhas e nos perdíamos em florestas intransponíveis. Mas sempre escapávamos graças à ajuda que dávamos uns aos outros. Talvez influenciado por Indiana Jones, ou simplesmente por sentir uma grande identificação com tudo aquilo desde o berço, manter as malas prontas e embarcar em qualquer viagem sempre me encantaram.
Quando cresci e escolhi a profissão que escolhi, naturalmente todos disseram que apenas continuei brincando com minha "mochila de aventura" com a diferença de passar a ser pago para fazer isso.
Não sei se é a profissão ou não. Só sei que o conhecer me fascina. Ele pode vir dos livros, viagens, pessoas, conversas, costumes, atos, retratos, olhares, vozes, causos e cantigas.
O trânsito das pessoas, o ir e vir, o expandir do todo, o conhecer o resto, o vislumbrar do novo, o compreender do incerto.
Nos filmes de Indiana Jones, a linha vermelha viajando sobre o mapa mostrando cada destino mundo afora era o que eu queria. Ainda criança, descobri, que viajar era preciso. Não para fugir, não por insatisfação... apenas por fascínio e por respeito. Apenas por curiosidade. Apenas pela maravilha da descoberta de saber que há um outro lá fora.
Sim, já rodei por vários continentes e inúmeros países. Já ri, já chorei, já fotografei, já me encantei, já entristeci, já reclamei, já me perdi e já registrei com os olhos, o olfato, o paladar, a audição e o tato. E sei que meus sentidos terão esta fome até o resto dos meus dias.
O curioso é que para fazer uma viagem loucamente bela podemos permanecer na mesma cidade e, ainda sim, percorrer o mundo inteiro.
Cresci e esqueci o que aprendi quando eu era criança. Minha "mochila de aventura". É ela que está sempre comigo e sempre foi ela que me permitiu viajar para qualquer lugar do mundo. Descobri que a mochilinha surrada ainda está aqui. E sempre foi ela que me permitiu viagens pelo mundo.
Mesmo estando no terraço dos meus amados avós.
Amores possíveis na Mente ou A Diferença entre Estar e Não Estar
Deitado sob a revigorante sombra do sol do Nordeste, meus pensamentos vagueiam em meio ao vento que traz consigo cada negativo do retrato. Ainda parece muito confuso ser adulto, mostrar convicções e serenidade. Ora, direis, confuso por quê?
A resposta é a mesma do dia em que projeção me lançava para o espaço
É a mesma em que as águas, ambas, crepitavam no tal cômodo escuro. A ebulição interna e a pressão esquentando cada parte do meu corpo, que aliviado, extravasa tudo por meus poros.
A areia causticante me fustiga e me obriga o mar. Não é bem uma obrigação desagradável...pelo contrário, mais uma vez, tem a ver com alívio. A sensação do corpo imerso, relaxando em ondas, frescor e bem estar. Tanto a água como o lugar onde meus pensamentos residem provocam a mesma sensação.
A diferença entre estar imerso e não estar.
Pode ser de distância
Pode ser do tempo
Pode ser do acaso
Pode ser da escolha
Pode ser da ordem
Pode ser da vida
Deitado sob a revigorante sombra do sol do Nordeste, meus pensamentos vagueiam em meio ao vento que traz consigo cada negativo do retrato. Ainda parece muito confuso ser adulto, mostrar convicções e serenidade. Ora, direis, confuso por quê?
A resposta é a mesma do dia em que projeção me lançava para o espaço
É a mesma em que as águas, ambas, crepitavam no tal cômodo escuro. A ebulição interna e a pressão esquentando cada parte do meu corpo, que aliviado, extravasa tudo por meus poros.
A areia causticante me fustiga e me obriga o mar. Não é bem uma obrigação desagradável...pelo contrário, mais uma vez, tem a ver com alívio. A sensação do corpo imerso, relaxando em ondas, frescor e bem estar. Tanto a água como o lugar onde meus pensamentos residem provocam a mesma sensação.
A diferença entre estar imerso e não estar.
Pode ser de distância
Pode ser do tempo
Pode ser do acaso
Pode ser da escolha
Pode ser da ordem
Pode ser da vida
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Engarrafamentos e Colisões
Em tempestuosidades
Começa a pulsar o meu peito
Antes muito resoluto, agora pouco faceiro
Tô confuso e dividido, tô meio do aguaceiro
Dou alívio pro meu peito, penso só amenidades
Mais ameno não consigo
Quero a tal serenidade
Mas meu corpo tá partido
Tenha calma
Piedade...
Divisão já sei de onde
Mas não quero pilantragem
O arredio tá pulsando
Juro, não é fuleiragem
Pensamento, cadê tu?
Foste embora de fininho?
Tu saíste assim tão só
Fique só mais um pouquinho
Não quero ficar nervoso
Eu me sinto um menininho
Pensamento, quando voltas?
Desculpe o questionamento
Coração tá dirigindo
Bem no congestionamento
Motorista audacioso
Sem nenhum discernimento
Eu só sei que tô perdido
É temporal de sentimento
Em tempestuosidades
Começa a pulsar o meu peito
Antes muito resoluto, agora pouco faceiro
Tô confuso e dividido, tô meio do aguaceiro
Dou alívio pro meu peito, penso só amenidades
Mais ameno não consigo
Quero a tal serenidade
Mas meu corpo tá partido
Tenha calma
Piedade...
Divisão já sei de onde
Mas não quero pilantragem
O arredio tá pulsando
Juro, não é fuleiragem
Pensamento, cadê tu?
Foste embora de fininho?
Tu saíste assim tão só
Fique só mais um pouquinho
Não quero ficar nervoso
Eu me sinto um menininho
Pensamento, quando voltas?
Desculpe o questionamento
Coração tá dirigindo
Bem no congestionamento
Motorista audacioso
Sem nenhum discernimento
Eu só sei que tô perdido
É temporal de sentimento
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Áquila
O filme se passou em uma cidadela européia
Era um nobre cavaleiro, apaixonado por uma donzela
E aqui então eu conto como foi a epopéia
Ele então já não contava de um padre amar também ela
Resumindo toda a história, pra não cansar frente à tela
Impossíveis de se amar - o padre fez a mazela
De noite ele era um lobo
De dia ela um falcão
Lado a lado todo o tempo
Restritos junto à emoção
O feitiço funcionava tirando-os da união
Mas cavaleiro já sentia
Que mesmo com dura querela
Seu conforto era saber
O mundo tem alguém como ela
O filme se passou em uma cidadela européia
Era um nobre cavaleiro, apaixonado por uma donzela
E aqui então eu conto como foi a epopéia
Ele então já não contava de um padre amar também ela
Resumindo toda a história, pra não cansar frente à tela
Impossíveis de se amar - o padre fez a mazela
De noite ele era um lobo
De dia ela um falcão
Lado a lado todo o tempo
Restritos junto à emoção
O feitiço funcionava tirando-os da união
Mas cavaleiro já sentia
Que mesmo com dura querela
Seu conforto era saber
O mundo tem alguém como ela
Carta aos amigos distantes
Cada segundo da nossa vida é único e nossa vida é uma música cujos compositores são dos mais diversos. Dizem que tenho memória boa. Na verdade, eu faço questão de querer lembrar das coisas. De cada cheiro, som, conversa, leitura, imagem, abraço, sorriso, risada, choro e batucada que compõem a nossa vida.
Sempre fui meio emotivo.
Sempre fui um daqueles que sempre fala tudo o que sente de modo transbordante, hiperbólico, exagerado e passional.
Mas o exagero, a hipérbole, o sentimento similar à um balde cheio que espera apenas uma gota para transbordar, jamais foram levianos.
Enxergo o mundo e a vida com exagero. Sim, é verdade. Faço tudo com pressa, com ânsia de viver, com vontade de colocar intensidade, e, por que não dizer, ligar tudo no 220V.
Sim, sou exagerado.
Cada segundo da nossa vida é único e nossa vida é uma música cujos compositores são dos mais diversos. Dizem que tenho memória boa. Na verdade, eu faço questão de querer lembrar das coisas. De cada cheiro, som, conversa, leitura, imagem, abraço, sorriso, risada, choro e batucada que compõem a nossa vida.
Meu exagero é querer a intensidade dessa canção.
E vocês fazem parte do que me compõe.
Muita saudade
Beijos
Amores possíveis do lado ou A projeção paralela da mente inquieta
Eis que o sentimento recente
Daqueles que te sacodem, te colocam de frente
Te admoestam ainda mesmo no ausente
Te dão aquele chamego e vontade de mais
Compartilham contigo do que se bebe
Dividem contigo do que se sente
Coadunam consigo do que se esvai
Nos cabelos curtos fico imerso
E submerjo em toda a grandiosidade contida na pequenez
De um corpo lindo
E travo a respiração
E viajo na quentura daquela pequenez
E viajo...
As pupilas sacudindo já me dizem
Que ali já tem fervilho
Que ali já tem doçura
Que ali no concateno
Que ali já tem candura
Que ali é desatino
Que ali já tem loucura
Que ali alguém me entende
Que ali é um bom estar
Volto à superfície
Cômodo escuro
Água crepitando
Encantamento
E sei que poderia me entregar se eu pudesse
E ainda que a caixa brilhosa mande projeções
As que projeto vêm do cheiro
Vem do doce gargalhar
Já vem todas com leveza
Só quem filtra é meu olhar.
Eis que o sentimento recente
Daqueles que te sacodem, te colocam de frente
Te admoestam ainda mesmo no ausente
Te dão aquele chamego e vontade de mais
Compartilham contigo do que se bebe
Dividem contigo do que se sente
Coadunam consigo do que se esvai
Nos cabelos curtos fico imerso
E submerjo em toda a grandiosidade contida na pequenez
De um corpo lindo
E travo a respiração
E viajo na quentura daquela pequenez
E viajo...
As pupilas sacudindo já me dizem
Que ali já tem fervilho
Que ali já tem doçura
Que ali no concateno
Que ali já tem candura
Que ali é desatino
Que ali já tem loucura
Que ali alguém me entende
Que ali é um bom estar
Volto à superfície
Cômodo escuro
Água crepitando
Encantamento
E sei que poderia me entregar se eu pudesse
E ainda que a caixa brilhosa mande projeções
As que projeto vêm do cheiro
Vem do doce gargalhar
Já vem todas com leveza
Só quem filtra é meu olhar.
domingo, 18 de novembro de 2012
Musicalidade
Elas entram na vida da gente e deixam sinais. Como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os ataques de guitarras e metais presentes em cada clarão da manhã. Olhe a pessoa que está ao seu lado e você vai descobrir, olhando fundo, que há uma melodia brilhando no disco do olhar. Procure escutar. Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, compreendidas, interpretadas. Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, para tocarem suas próprias vidas com toda essa magia de serem músicas. E de poderem alçar todos os vôos, de poderem vibrar com todas as notas, de poderem cumprir, afinal, todo o sentido que elas possuem. Pessoas têm que fazer sucesso. Mesmo que não estejam nas paradas...e mesmo que não toquem no rádio
Elas entram na vida da gente e deixam sinais. Como a sonoridade do vento ao final da tarde. Como os ataques de guitarras e metais presentes em cada clarão da manhã. Olhe a pessoa que está ao seu lado e você vai descobrir, olhando fundo, que há uma melodia brilhando no disco do olhar. Procure escutar. Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, compreendidas, interpretadas. Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, para tocarem suas próprias vidas com toda essa magia de serem músicas. E de poderem alçar todos os vôos, de poderem vibrar com todas as notas, de poderem cumprir, afinal, todo o sentido que elas possuem. Pessoas têm que fazer sucesso. Mesmo que não estejam nas paradas...e mesmo que não toquem no rádio
As Mudanças da Vida
Ainda ontem eu era um e hoje agora sou outro Mas agora sei que surge mais um evento vindouro
O passado serpenteia, o presente me norteia e meu futuro presenteia
Ainda ontem era menino correndo pela campina
Amanhã chamo o Firmino que chama outro e capina
Tinha sonhos no passado e lembranças no presente
Especulo pro futuro e vejo tudo no repente
Repentinamente vejo a terra e o cheiro de chuva no ar
Mas solto aquelas amarras, pois quero mesmo é cantar
Quando penso no que fiz eu não sinto ansiedade
Pois eu penso com carinho e o que vem é saudade
No cordão penduro as roupas que outrora fui lavar
Pois eu vi que o tempo passa e as espero secar
Nossa vida vai mudando e com ela seu jeito de ser
Nossos filhos vão nascendo e que bom vê-los crescer
Matutando tudo isso agora vim pra ficar
Mas o bom da vida é isso, é poder vê-la passar
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